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30 de set. de 2011

Iamulumulu - a Formação dos Rios


Iamulumulu - a Formação dos Rios

Savuru era um espírito que possuía duas esposas. A pedido dos irmãos Sol e Lua, que as cobiçavam, as ariranhas o mataram, ficando sua esposa mais velha com o sol e a outra com a lua. Seguiram então os casais em direção à aldeia de Kanutsipei. Durante o caminho, os irmãos encontraram dificuldades e necessitaram da ajuda de outros espíritos: Iumulumulu lhes curou a impotência, Ierêp fez com que neles nascesse o ciúme das esposas e, uma vez cansados, pediram a Uiaó algo que os fizessem adormecer. No dia seguinte, dispostos, retomaram a caminhada. Chegando ao local pretendido, estavam sedentos e pediram água a Kanutsipei.

A água, porém, estava suja. O irmão Lua, tomando a forma de um beija-flor, voou rapidamente à procura de boa água. Ao voltar contou-lhes que o espírito os enganara, mantendo escondidos muitos potes com a mais pura água. Contrariados, os casais retornaram a sua aldeia, contando a todos o que ocorrera. O Sol e a Lua uniram-se a vários espíritos, Vanivani, Iananá, Kanaratê, os zunidores Hori-hori, invocando também os espíritos das águas que habitavam a copa do Jatobá. Chamaram ainda as máscaras Jakui-katu, Mearatsim, Ivat, Jakuiaép e Tauari. Reunidos, dançaram e resolveram voltar à aldeia de Kanutsipei para tomarem posse de sua água, quebrando todos os potes, conduzindo-a a outras regiões. Mearatsim, o primeiro a chegar, cantou para espantar o dono do local.

Chegaram então os outros espíritos, à medida que os potes foram quebrados, formou-se ali uma grande lagoa, de onde cada um dos espíritos criou um rio. Assim, o Sol criou o Rio Ronuro; Vani-vani formou o Rio Maritsauá; Kanaratê, o Paranajuva; Tracajá, o Kuluene e Iananá, um afluente do Ronuro. A formação dos rios não agradou ao Sol, pois todos corriam para o Morena, a região sagrada dos espíritos. Iniciou-se ali uma grande confusão, em meio à qual a Lua foi engolida por um grande peixe. O Sol, desesperado, saiu à procura do irmão, no ventre dos peixes que encontrava. Chegou a capturar o Tucunaré, o Matrinxã, o Pirarara e a Piranha. Mas havia sido o Jacunaum que a engolira, informou o Acará. E ambos, unidos, partiram à caça do peixe.

Pediram a Tapera (andorinha do campo) que lhes conseguisse um grande anzol, ocultando-o num charuto. O Acará nadou à procura de Jacunaum, oferecendo-lhe fumo. Desta maneira, o Sol conseguiu fisgá-lo. Entretanto, dentro do peixe, restavam apenas os ossos de seu irmão. Desejando ardentemente que a Lua revivesse, o Sol arrumou no chão seu esqueleto, cobrindo-o com as folhas perfumadas do Enemeóp. Aos poucos, como por encanto, a carne foi surgindo, revestindo os ossos até formar um novo corpo. Faltava-lhe ainda a vida. O Sol então introduziu um mosquitinho em sua narina, provocando-lhe um espirro, que a fez finalmente despertar. Assim foram criados os rios e, a partir daí, iniciou-se a prática da pajelança, tendo sido o Sol o primeiro pajé.



Lenda Indígena – Sem Autor
Extraído do site Desvendar


20 de ago. de 2011

A sorte está no ar



A sorte está no ar 

Segundo a sabedoria popular algumas surpresas são um anúncio de que a sorte está a favor. Ela dá seus lampejos nas situações inusitadas do dia-a-dia. Descubra agora por que alguns acasos simbolizam bons presságios:


Joaninha na mão 

Quando esse simpático e delicado inseto escolhe seu dedo para pousar, isso quer dizer que você é um afortunado e tem direito a fazer um pedido. A direção em que ela voar indica de onde virá sua sorte, como diz O Livro Ilustrado dos Símbolos. Em inglês, a joaninha é chamada de beetle of our lady, besouro de Nossa Senhora. Esse nome teve origem na Idade Média, quando os agricultores pediram à Virgem Maria para salvar suas lavouras. Então, apareceram as joaninhas, que destruíram as pragas, atendendo ao pedido dos fiéis. Dizem que achar uma joaninha com mais de sete manchas é sinal de prejuízo. Com menos de sete, hora de boa colheita.


Beija-flor 

O frágil e lépido beija-flor é tido como símbolo da alegria e prazer. No mito indígena americano, ele é um pássaro fiel, que representa beleza e contentamento. Os deuses Quetzalcoatl (maia) e Huitzelopochtli (asteca) – integrantes da cultura dessas duas civilizações pré-colombianas que dominaram o México até o século 15 –, acreditavam que o beija-flor tinha poderes mágicos, como aponta El Diccionario de Mitos y Leyendas (ed. Equipo Naya). Na cultura popular, se um beija-flor ficar voando sobre sua cabeça, está anunciando a chegada de alguma boa notícia.


Grilos e lagartixas 

Eles representam boa sorte para o lar. O folclore brasileiro ordena que se deixe em paz um grilo que cricrila em nossa casa, pois essa música anuncia dinheiro. Como diz o livro Tradições Populares, não é prudente espantar lagartixas, pois, assim como grudam nas paredes, elas significam a sorte que adere à casa. A lagartixa simboliza ainda a resistência, por sua capacidade de regeneração.

Eu não gosto de lagartixa, mesmo sendo bom presságio prefiro que fiquem bem longe de mim rss... Já os grilos, joaninhas e beija-flor acho encantadores!