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29 de mar. de 2012

Madame X


Poema para Madame X

Ai, como aquele poeta antigo cantava
Com tamanha graça e tanto louvor,
A plenitude do verdadeiro amor
Que ele nutria por... Anarda!

E aquele "mineiro" da mais fina poesia
Que com a pena corria por belos prados
Que tinha mil ovelhinhas e mais de gado
E que tanto amava... Marília!

Tem aquele outro, de um outro país
Que há séculos cantou o céu e o inferno
E que imortalizou em majestosos versos
O amor que tinha por... Beatriz!

Agora vamos por terras secas e ibéricas
E o que vem primeiro em pensamento
É o cavaleiro dos moinhos de vento
Com seu fero amor por... Dulcinéia!

Agora quero falar do amor do peito meu
Que tanto me acalma, acalanta e faz feliz;
Um amor maior do que cabia em Romeu;
O amor imortal que tenho pela minha 
Madame... X!

(autor: Gyl)





17 de jan. de 2012

Buscando inspiração


BUSCANDO INSPIRAÇÃO...

DESABAFO DE UM POETA

As vezes as palavras certas não surgem, a mente percorre seus arquivos mas nada aparece, como se tudo se transformasse num enorme vazio.
O poeta busca versos dos mais diversos, num versejar completo de sonhos, amores, dores passadas, almas rasgadas em prantos de dor, tempo distante e tudo em que a poesia se encontra, mas em algum momento falta algo e então entra no labirinto de seu ser e procura lá no fundo por versos completos, sonetos e letras que encantam...
Uma crise poética a qual estou passando agora, acho que as nuvens negras que me encobriam ainda não foram embora por completo...
Procurei palavras para falar de amor, elas não apareceram...Falar dos sonhos elas se foram... Descrever o rubro da paixão e nada.. Restou-me então falar da dor sombria de minha alma, repetindo versos e descobri que sou a poesia mal acabada, feita com notas em descompasso, entre linhas do meu ser em confusão...
Sou o poeta que almejou grandes versos, seguindo os mestres maiores da poesia, tenho em meu sangue seus nomes e entre eles sonhei viver, agora distante, o meu versejar deixo minha alma cinza falar mais alto e minha mente obscura procura versos que em algum lugar dentro de mim estão...
Viajei nas eras do amor, nas asas do mais belo anjo e entre desejos me achei, percorri lugares estranhos e uma rosa negra encontrei, também fiz meu brinde num tempo perdido e sangrando senti minha demência, deixando rastros e meu reflexo no espelho da minha alma, então eu disse decifra-me em versos, pois compus um poema gótico na ópera de minha vida, acabei sendo a bailarina da dor...
Agora aqui estou diante de mais uma folha de papel em branco sem saber o que escrever e me pergunto, onde estou nesse tempo se nem sei quem é o poeta que habita em mim...
É as vezes as palavras certas não surgem...

(Angela Souza)

fonte: http://blogdamariangeladesouza.blogspot.com/