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24 de mai. de 2020

Quer uma Mandala só Sua? Na tua energia?



Mandala Terapêutica

A Mandala Terapêutica é uma "ferramenta" de arte visual para cura e harmonização mental/emocional, energética e por consequência, física. Agrego na arte a cromoterapia, numerologia, arquétipos e símbolos, necessários para a cura individual ou coletiva/familiar.
Contemplar uma mandala com as cores certas, números e arquétipos, auxilia na cura emocional de traumas, bloqueios, crenças limitantes, reequilibra e expande sua energia, eleva seu campo vibracional atraindo energias semelhantes. Seu uso prolongado pode ajudar a restaurar seu equilíbrio emocional, o qual lhe originou prejuízos físicos (de causas emocionais), restaurando-os. 

Como funciona: 

Através de uma anamnese por áudio (perguntas sobre suas necessidades no momento, pontos importantes a serem curados), faço sua análise energética, e confecciono sua mandala pessoal, usando cores, números e arquétipos (arte digital, autorizo imprimir
caso queira), focando nos pontos a serem curados (baseados em
psicologia Junguiana) envio por email ou chat com
instruções de uso (visualização, meditação, decoração, etc) no prazo de até 3 dias após confirmação de pagamento.

Valor promocional: R$85,00

Ellen Allmye
 
WhatsApp: (11)98203-7224

16 de mar. de 2020

É preciso ter coragem para SER.



É preciso ter coragem para SER.
 

Muito mais fácil é acreditar apenas no que se vê, no tangível, palpável, no que é provado "pelos outros", no que é mostrado e estudado "pelos outros". É muito mais fácil ignorar experiências pessoais "sem sentido", ignorar sua intuição com medo de parecer "esotérico", ignorar sua fé com medo de parecer louco ou fanático. É muito mais fácil acreditar nos "outros" do que em si mesmo. E quando "o outro" sofre abalos, rompe suas estruturas, seu mundo cai. Porque "o outro" era o seu alicerce, agora você está sem chão e entra no modo revolta, em pânico ou ainda na aceitação passiva (é assim que a vida é e pronto, aceita que dói menos). É muito cômodo ficar esperando verdades objetivas, do que trabalhar-se e evoluir o subjetivo. Mais fácil esperar por notícias da mídia, muitas vezes mascaradas, e incorporá-las no seu mundo acreditando piamente que são reais, do que criar o seu mundo com bases sólidas na sua fé, porque parecerão insólitas aos olhos "dos outros".
Evoluir dói! Como a águia quando troca suas garras, bico e penas para sobreviver um pouco mais... Como a cobra quando muda sua pele... Como a taturana que se entrega a metamorfose e vira uma linda e livre borboleta.
Ter coragem também dói no começo. Porque o apego ao medo é muito grande, afinal ele o convenceu que só queria te proteger,  e deixá-lo ir, virar as costas, traz uma sensação momentânea de ingratidão e falta de proteção. E ele, numa última tentativa de convencê-lo a deixá-lo ficar, abre uma caixa de questionamentos, cheia de bons argumentos, de que você não sabe o que virá, pode não gostar... - O que os outros vão falar e pensar? E se você errar? E se for ridicularizado, humilhado? E se te acharem louco? E se... E se... E se...
Quando a faísca da coragem começa ascender, ela traz contra-argumentos tão bom quanto. Mostra o lado positivo de tudo o que pode vir acontecer, se você deixá-la ficar. Traz consigo esperanças de uma felicidade plena e individual, que começa aos poucos, de dentro pra fora. E conforme a faísca se expande, sua luz pode ser vista também "pelos outros" que, agora tentam estuda-la, entendê-la e explicá-la. Não conseguem. Ao descobrirem a complexidade, que não pode ser  tangível e apenas sentido, desistem. Talvez esse interesse momentâneo, seja uma faísca interna ainda adormecida, que um dia ascenderá. Cada um no seu momento!
Que todos tenham a coragem de SER verdadeiro com sua essência e de SER quem é!

Por Ellen Allmye

30 de out. de 2016

Mandalas na visão da Psicologia Analítica (Carl Gustav Jung)

- Imagem: Mandala da Ascensão Espiritual by Ellen Allmye -


Mandalas na visão da Psicologia Analítica
Psicologia Junguiana

As mandalas foram conhecidas no mundo ocidental, cristão, somente em época recente, graças ao interesse pela tradição religiosa-espiritual e esotérica sobre o mundo oriental. As pesquisas de Jung sobre o simbolismo das mandalas contribuíram para torná-las acessíveis ao público ocidental. Foi quando se identificou uma relação entre o material espontâneo dos sonhos dos indivíduos que atravessavam crises interiores e os estranhos símbolos encontrados nos desenhos mandálicos.

O tema mandala é observado nas obras básicas e complementares de Jung (1875-1961).

Nesse sentido, o fundador da psicologia analítica recorreu à imagem da mandala para designar uma representação simbólica da psique.

Chevalier e Gheerbrant observam que o pesquisador suíço e seus discípulos verificaram que as imagens são utilizadas para consolidar o ser interior ou para favorecer a meditação em profundidade. Explicam que a contemplação de uma mandala pode inspirar a serenidade e ajudar a reencontrar um sentido e ordem na vida. Verificaram que a mandala produz o mesmo efeito quando aparece espontaneamente nos sonhos do homem contemporâneo que ignora essas tradições religiosas orientais. Explicaram os autores mencionados, ainda, que as formas redondas das mandalas simbolizam, de maneira geral, a integridade natural, enquanto a forma quadrada representa a tomada de consciência dessa integridade. Em sonhos, o disco quadrado e a mesa redonda podem se encontrar, anunciando uma tomada de consciência iminente do centro. Carl Gustav Jung verifica que a mandala possui dupla eficácia: conservar a ordem psíquica, se ela já existe; ou restabelecê-la, se ela desapareceu. Neste último caso, exerce uma função estimulante e criadora.

Diz Jung:

” [...] as mandalas não provêm dos sonhos, mas da imaginação ativa [...] As mandalas melhores e mais significativas são encontradas no âmbito do budismo tibetano [...]
Uma mandala deste tipo é assim chamado “yantra”, de uso ritual, instrumento de contemplação. Ela ajuda a concentração, diminuindo o campo psíquico circular da visão, restringindo-o até o centro.”

“Este centro não pensando como sendo o “eu”, mas se assim se pode dizer, como o “si mesmo”. Embora o centro represente, por um lado, um ponto mais interior, a ele pertence também, por outro lado, uma periferia ou área circundante, que contém tudo quanto pertence a si mesmo, isto é, os pares de opostos, que constituem o todo da personalidade.”
E é nesse contexto que Jung, na obra citada, verifica que o centro, primeiramente, pertence à consciência, depois, ao assim chamado inconsciente pessoal e, finalmente, a um segmento de tamanho indefinido chamado inconsciente coletivo, cujos arquétipos são comuns a toda humanidade. Jung utilizou as mandalas como instrumento conceitual para analisar e assentar as bases sobre as estruturas arquetípicas da psique humana. O autor considerava que o comportamento humano se molda de acordo com duas estruturas básicas da consciência: a individual e a coletiva. A primeira se aprenderia durante a vida em particular; a segunda se herdaria de geração em geração.


Jung observou também que a mandala oferece desenhos pintados, configurações plásticas ou dançadas. De outro lado, como fenômeno psicológico, aparece de maneira espontânea em sonhos e em certos estados conflitivos e até psicóticos. A ocorrência espontânea em indivíduos permite à investigação psicológica um estudo mais aprofundado de seu sentido funcional. Jung ainda sinaliza que a mandala pode aparecer em estados de dissociação psíquica ou de desorientação. E que, quando existe um estado psíquico de desorientação, devido à irrupção de conteúdos incompreensíveis do inconsciente, observa-se tal imagem circular, a qual compensa a desordem e a perturbação do estado psíquico: “Trata-se evidentemente, de uma‘tentativa de auto cura da natureza’”.
 

Por isto, Moacanin explicita que Jung observou que as mandalas surgem espontaneamente quando a psique está em processo de reintegração, em seguida a momentos de desorientação psíquica, como fator compensador da desordem. Portanto, Jung entende a mandala como uma tentativa de auto cura, inconsciente, a partir de um impulso instintivo, no qual o “molde rigoroso” imposto pela imagem circular com um ponto central, compensa a desordem do estado psíquico. Conclui o autor que a mandala é um arquétipo da ordem, da integração e da plenitude psíquica, surgindo como esforço natural de auto cura.


Dentre os arquétipos, o mais importante é justamente aquele que Jung chamou de Self ou Si-Mesmo. O Self expressa a totalidade do homem e aparece sob diferentes aspectos, um dos quais é a mandala. Como vimos em outros artigos, a mandala é utilizada pelos orientais como um meio para favorecer a meditação profunda, a fim de alcançar a paz interior.


A propósito, recordamos, como se indicou anteriormente, que Jung adotou a expressão sânscrita mandala para descrever desenhos circulares que fazia com seus pacientes, associando a mandala com o Self, o centro da personalidade como um todo. Neste contexto, Fincher afirma que Jung, em suas pesquisas, mostrava o impulso natural para vivenciar o potencial humano e realizar o padrão da personalidade genuína. Por essa razão, Jung chamava esse impulso natural de “individualização”.

Na procura de uma relação entre as mandalas do mundo oriental com o ocidental, Von Franz afirma:

” O círculo (ou esfera) como um símbolo do “Self” expressa a totalidade da psique em todos os seus aspectos, incluindo o relacionamento entre o homem e a natureza [...] ele indica sempre o mais importante aspecto da vida: sua extrema e integral totalidade.”


Nesse sentido, entre as duas culturas, oriental e ocidental, o círculo de quatro ou mais raios corresponde a um padrão no mundo oriental, ligado a imagens religiosas que servem de instrumento e meditação: círculos abstratos que também representam o esclarecimento, a iluminação e a perfeição humana, e, de outro lado, no mundo ocidental, as mandalas aparecem como rosáceas das catedrais cristãs, e relacionadas, psicologicamente, ao Self como a totalidade, na psicologia analítica.

Tem-se ainda exemplos de mandalas como padrões da totalidade, encontrados, inclusive, na própria natureza, como testemunho de que realmente existe uma unidade que se manifesta em simples relações proporcionais. Essas relações de proporções criam diversos padrões de totalidade fornecendo forma tangível à ordem intangível. Os exemplos na natureza são marcantes, ou seja, pode-se observar o padrão de mandala no caule de uma flor, como a papoula, quando aumentamos sua imagem mil vezes, ou nas dicotamáceas, quando as aumentam quatrocentas e cinquenta vezes, e o padrão de mandala se repete no caule de um lírio, com aumento de cento e vinte vezes. Esse padrão de mandala pode, inclusive, ser visto de forma nítida quando criado em um líquido por vibrações harmônicas.


Pode-se afirmar que “as mandalas se encontram igualmente na raiz de todas as culturas e estão presentes em todo ser humano como padrão arquetípico de comportamento”.

Jung, estudando as mandalas e sua manifestação no mundo oriental como instrumento de culto e de meditação, passou a desenhá-las. Observando-as no mundo ocidental, descobriu o efeito de auto cura que elas exerciam, inclusive em si mesmo.

Em seguida, passou a utilizá-las como método psicoterapêutico. E conclui que esses círculos mágicos da tradição cultural oriental, hinduísta ou budista, eram representações instintivas de um símbolo universal desenhadas desde os primórdios da humanidade.

Concluindo, a mandala, nas tradições culturais hinduísta e budista-tibetana, aparece como instrumento de concentração mental. O termo mandala, em sânscrito, indica “círculo” e ocorre para designar, de maneira genérica, uma figura circular, esférica, o círculo em um quadrado e vice-versa. Foi Jung que introduziu o conceito de mandala na psicologia analítica como imagens representantes do Si-mesmo, em outras palavras, reconheceu que esses desenhos eram representações simbólicas da totalidade da psique. Jung interpretou como uma expressão da psique e, em particular do Self. As mandalas podem aparecer em sonhos ou em pinturas durante a análise junguiana, ocorrendo mais provavelmente em estados de dissociação psíquica ou de desorientação.

Portanto, as mandalas podem expressar um potencial para a totalidade, como procede nas tradições religiosas hinduísta e budista-tibetana, podem ser empregadas como instrumento de concentração e como um meio para unir a consciência individual com o centro da personalidade. Elas também podem funcionar como proteção para indivíduos que estão fragmentados, em que a ordem rigorosa da imagem circular compensa a desordem e a perturbação do estado psíquico.

Texto baseado no artigo de Monasila Dibo: “Mandala: um estudo na obra de C G Jung”.





* Esta Instrução está disponível para o benefício de toda a Humanidade. Porém, se for copiar, por gentileza, respeite os créditos:
Fonte: TEMPLO DO SOL - www.comandoestrelinha.com.br
http://www.portalholus.com/2012/05/mandalas-na-visao-da-psicologia.html