29 de dez de 2011

Feliz 2012


Os fogos anunciam a chegada de um ano novo !

É hora de refazer seus sonhos ainda não realizados e acreditar que irá concretizá-los.
Soltar um olhar solidário e acalantador para os seus amigos e bocejar para os inimigos.
Aprender com os erros do ano já ido e brindar o ano bem vindo com um sorriso. Correr ao encontro daquele amor ainda não perdido ou surpreender mais uma vez o amor já conquistado.
Desejo a você um ano repleto de luz, amor, saúde e prosperidade.

Abraços
Ellen Allmye



28 de dez de 2011

Despedindo-se do Natal


Despedindo-se do Natal

Enquanto houver encontros, haverá despedidas. 
E enquanto houver despedidas haverá um coração que chora. 
E enquanto um coração chorar, será difícil dizer adeus... 
Despeça-se do natal com alegria para esperar um lindo Ano Novo.


24 de dez de 2011

Prece de Natal


Prece de Natal

Senhor!  Sou como todos. Também tenho os meu pedidos especiais. Mas não se preocupe! Tenho pouco de novo a pedir. Tenho, é verdade, muito mais a agradecer. Mas Natal não é Natal se a gente não se ajoelhar diante da tua Sabedoria pra refazer todos aqueles pedidos de que tua Bondade já sabe que a gente precisa. Olha, dá um jeitinho de acabar com todas as guerras. Essa gente já brigou por tanta coisa!!! Faz com que eles vejam a inutilidade de tanta disputa. Também tem aqueles que não sabem amar e só odeiam. Faz com que eles entendam que o nosso tempo é tão curto para se desperdiçar com sentimentos menores. Ah… tem também aqueles que me magoaram. Faz com que eu me esqueça do que houve e me dá luz e grandeza prá eu aprender a perdoar. Ainda tem aqueles que se encontram desesperados. Dá-lhes conforto, um motivo de vida e mostra-lhes a maravilha operada pela palavra Esperança. Tem aqueles que já são meus amigos antigos. Para esses eu peço o que sempre pedi: Que eu possa sempre ser o que esperam de mim e, se não o for, que possam entender meus limites. Agora, tem os meus novos amigos. Pará esses, o que eu peço é lindo e grandioso. Que o milagre que fez a gente se encontrar continue só operando belezas em nossas vidas. Ah… e tem um alguém especial por quem eu quero pedir. É alguém que tornou minha vida mais linda e feliz. Dá um jeitinho desse alguém nunca sumir, Já que não há como viver sem ter ele por perto. Que eu possa esquecer as tristezas do ano passado e, nesta prece, só te pedir alegria. Faz com que eu possa acreditar que o mundo pode ainda ser melhor, E pra isso eu te peço…Fé. 
Obrigado! Amém!


Estrela Guia


Estrela Guia

Caia do céu estrelinha 
Caia aqui no meu quintal 
Seja minha companhia 
Nesta noite de Natal  

Caia logo estrelinha 
Estrelinha aí do céu 
Nos convide com magia 
Para ver Papai Noel  

E depois, minha estrelinha, 
Ilumine os olhos meus 
Traga toda alegria 
Pra noite do menino Deus.


Poema de Natal



Poema de Natal
Fernando Pessoa

Natal... Na província neva. 
Nos lares aconchegados, 
Um sentimento conserva 
Os sentimentos passados.  
Coração oposto ao mundo, 
Como a família é verdade ! 
Meu pensamento é profundo, 
Estou só e sonho saudade.  
E como é branca de graça 
A paisagem que não sei, 
Vista de trás da vidraça 
Do lar que nunca terei!


Nasceu Jesus!


E Nasceu Jesus!

Repicam sinos com fervor, 
Nos campanários...  

Alvoroçados com notícia que os seduz, 
Gritam aos povos e aos recantos solitários:  

Nasceu Jesus! Nasceu Jesus! Nasceu Jesus!  

A boa nova vem dos magos legendários, 
Aqui trazidos pela estrela que conduz:  

Bichos, pastores, anjos, todos solidários, 
Reverenciam o pequenino rei da LUZ!  

Menino Deus que se fez homem por bondade, 
Doou-se a nós, livrando-nos de todo o mal, 
E ensinou-nos que a maior felicidade é ser fraterno, 
Amando a todos por igual.  

Enquanto houver alguém que viva essa verdade, 
Ao relembrar o nascimento divinal, 
A voz dos sinos se ouvirá na Eternidade:  

Feliz Natal! 


Natal é...


Natal...

Natal é época de encontrar antigas amizades, 
Rever familiares que durante o ano todo não deram um telefonema. 
O ano passa na correria, 
E natal é época de parar e restaurar as forças para mais um ano. 
Natal é época de amor, Época de encontros. 
Momento de rever tudo o que durante o ano passou-se despercebido. 
Natal é planejar uma noite diferente, um instante iluminado. 
Natal… é ansiar por instantes de alegria e de conforto, 
Na presença escolhida a dedo de pessoas que fazem parte de sua vida. 
Presentes e mais presentes, com um único significado: 
“Lembrei-me de Você! Feliz Natal”


Mensagem de Natal


Mensagem de Natal

Nesse dia especial 
que vemos passar por nós 
incansavelmente ao longo 
de toda a vida vamos abrir 
as portas dar ao Menino 
Deus as boas vindas!!!  
Vamos salpicar amor na 
mesa farta e depois abrir 
os braços para Jesus. 
Afinal a festa é dele e é 
preciso lembrar seu lugar 
e seu presente ninguém 
deve ocupar.  
Que a paz reine em tua 
casa que envolva teu 
coração que o amor que 
Ele pregou jamais tenha 
sido em vão. Estou feliz 
e divido minha alegria contigo:  

Feliz e Santo Natal!!!


Meu Presente de Natal


Meu Presente de Natal

Com teu sorriso lindo, somando 
A tua Presença é Saber que a tua existência 
Será o presente mais valioso e 
Iluminado que Deus Almejou colocar 
Na minha vida, pois que, 
Outrora jamais imaginei!  Reconheço, acredite! 
Não sei O que te dizer. 
Somente que você é 
Carisma e perfume especial. 
Aroma de Hortelã, que exala fragrância e 
Acalma meu ser!  
Desejo também, que você vá ao 
Encontro dos teus sonhos!  
Lembre-se, com carinho desta Ilusão! 
Esta doce ilusão perdoar, 
Marcada a permanecer como 
Alguma lembrança na tua vida!!!


Feliz Natal em Vários Idiomas


Feliz Natal e Próspero Ano Novo em Vários Idiomas

ARMENIAN: Shenoraavor Nor Dari yev Pari Gaghand. 
AZERI-AZERBAIJAN: Tezze Iliniz Yahsi Olsun. 
BASQUE: Zorionstsu Eguberri. Zoriontsu Berri Urte. 
BULGARIAN: Tchestito Rojdestvo Hristovo. Tchestita Nova Godina. 
CATALAN : Bon Nadal i Felic, any nou 
CHINESE-CANTONESE: Gun Tso Sun Tan Gung Haw Sun. 
CHINESE-MANDARIN: Kung Ho Hsin Hsi. Ching Chi Shen Tan. 
CZECH: Prejeme Vam Vesele Vanoce a stastny Novy Rok. 
DUTCH: Zalig Kerstfeest en een Gelukkig Nieukjaar. 
ESTONIAN: Roomsaid Joulu Phui ja Uut Aastat. 
FINNISH: Hyvaa joula. Onnellista Uutta Voutta. 
FRENCH: Joyeux Noel et heureuse Anne. 
GAELIC-IRISH: Nolag mhaith Dhuit Agus Bliain Nua Fe Mhaise. 
GAELIC-SCOT: Nollaig Chridheil agus Bliadhna Mhath Ur. 
GERMAN: Frohliche Weihnachten und ein Glueckliches Neues Jahr. 
GREEK: Kala Khristougena kai Eftikhes to Neon Ethos. 
HAWAIIAN: Mele Kalikimake me ka Hauloi Makahiki hou. 
HEBREW: Mo adim Lesimkha. 
HUNGARIAN: Boldog Karacsonyl es Ujevl Unnepeket.
ICELANDIC: Gledlig jol og Nyar. 
INDONESIAN: Selamah Tahun Baru. 
IROQUOIS: Ojenyunyat Sungwiyadeson honungradon nagwutut. Ojenyunyat osrasay.
ITALIAN: Buon Natalie e felice Capo d Anno. 
JAPANESE: Shinnen omedeto. Kurisumasu Omedeto. 
KOREAN: Sung Tan Chuk Ha. 
LATVIAN: Priecigus Ziemas Svetkus un Laimigu Jauno Gadu. 
LITHUANIAN: linksmu sventu Kaledu ir Laimingu Nauju Metu. 
MANX: Ollick Ghennal Erriu as Blein Feer Die. Seihil as Slaynt Da n Slane Loght Thie. NORSE-DANISH: Gledlig jul og godt Nytt Aar. 
POLISH: Wesolych Swiat Bozego Narodzenia i szczesliwego Nowego Roku. 
PORTUGUESE: Feliz Natal e Próspero Ano Novo. 
RAPA-NUI (Easter Island): Mata-Ki-Te-Rangi. Te-Pito-O-Te-Henua. 
ROMANIAN: Sarbatori Fericite. La Multi Ani. 
RUSSIAN: Pozdrevly ayu sprazdnikom Rozhdestva Khristova is Novim Godom. 
UKRANIAN: Veselykh Svyat i scaslivoho Novoho Roku. 
SAMOAN: La Maunia Le Kilisimasi Ma Le Tausaga Fou. 
SLOVAK: Vesele Vianoce. A stastlivy Novy Rok. 
SERB-CROATIAN: Sretam Bozic. Vesela Nova Godina. 
SINGHALESE (Ceylon/Sri Lanka): Subha nath thala Vewa.  SubhaAluth Awrudhak Vewa. SLOVENE: Vesele Bozicne. Screcno Novo Leto. 
SPANISH: Feliz Navidad y prospero Ano Nuevo. 
SWEDISH: Glad jul och ett gott Nytt ar. 
TAGALOG (Filipino): Maligayamg Pasko. Masaganang Bagong Taon. 
TURKISH: Yeni Yilnizi Kutar, saadetler dilerim. 
WELSH: Nadolic Llawen. Blwyddn Newdd Dda.


11 de nov de 2011

Descoberta - Antes e depois

Depois


Antes


Perdoe-me - Antes e depois


Depois


Antes


Fascínio - Antes e depois


Depois


Antes


Brisa - Antes e depois

Depois


Antes



Antes e depois do Photoshop (Vibração numérica)

Quero fazer uma brincadeira aqui, sobre antes de depois do Photoshop 
(ou outros programas de edição de imagem), as quais eu mesma manipulo. 
Nem sempre fica bom, mas o importante é o divertimento! 
Vamos a primeira: 

Vibração numérica

Antes


Depois



7 de out de 2011

De volta para casa



As imagens são recortes de uma série de reportagens produzida pela 
BBC de Londres e apresentada pela rede Globo.

A música é "Face in the photography" de Yanni Chrysomallis.

Texto Flavio Siqueira
Muito lindo, vale a pena ver!

4 de out de 2011

O corpo feminino depois dos 40 anos


Opinião de um homem sobre o corpo feminino 

Não importa o quanto pesa. É fascinante tocar, abraçar e acariciar o corpo de uma mulher. Saber seu peso não nos proporciona nenhuma emoção.

Não temos a menor idéia de qual seja seu manequim. Nossa avaliação é visual, isso quer dizer que se tem forma de guitarra... está bem. Não nos importa quanto medem em centímetros – é uma questão de proporções, não de medidas

As proporções ideais do corpo de uma mulher são: curvilíneas, cheinhas, femininas... Essa classe de corpo que, sem dúvida, se nota numa fração de segundo. 

As magrinhas que desfilam nas passarelas, seguem a tendência desenhada por estilistas gays que odeiam as mulheres e com elas competem.

Suas modas são retas e sem formas e agridem o corpo que eles odeiam porque não podem tê-los.

Não há beleza mais irresistível na mulher do que a feminilidade e a doçura. A elegância e o bom trato, são equivalentes a mil viagras. 

A maquiagem foi inventada para que as mulheres a usem. Usem! Para andar de cara lavada, basta a nossa. Os cabelos, quanto mais tratados, melhor!

As saias foram inventadas para mostrar suas magníficas pernas.. Porque razão as cobrem com calças longas? Para que as confundam conosco? Uma onda é uma onda, as cadeiras são cadeiras e pronto. 

Se a natureza lhes deu estas formas curvilíneas, foi por alguma razão e eu reitero: nós gostamos assim. Ocultar essas formas,
 é como ter o melhor sofá embalado no sótão. 

É essa a lei da natureza... que todo aquele que se casa com uma modelo magra, anoréxica, bulêmica e nervosa logo procura uma amante cheinha, simpática, tranqüila e cheia de saúde. 

Entendam de uma vez! Tratem de agradar a nós e não a vocês. Porque, nunca terão uma referência objetiva, do quanto são lindas, 
dita por uma mulher 

Nenhuma mulher vai reconhecer jamais, diante de um homem, com sinceridade, que outra mulher é linda. 

As jovens são lindas... mas as de 40 para cima, são verdadeiros pratos fortes. Por tantas delas somos capazes de atravessar o atlântico a nado. 

O corpo muda... cresce. Não podem pensar (sem ficarem psicóticas), que podem entrar no mesmo vestido que usavam aos 18. 

Entretanto uma mulher de 45, na qual entre na roupa que usou aos 18 anos, ou tem problemas de desenvolvimento ou está se auto-destruindo.

Nós gostamos das mulheres que sabem conduzir sua vida com equilíbrio e sabem controlar sua natural tendência a culpas.

Ou seja, aquela que quando tem que comer, come com vontade (a dieta virá em setembro, não antes); quando tem que fazer dieta, faz dieta com vontade (não se saboteia e não sofre); quando tem que ter intimidade com o parceiro, tem com vontade; quando tem que comprar algo que goste, compra; quando tem que economizar, economiza.

Algumas linhas no rosto, algumas cicatrizes no ventre, algumas marcas de estrias não lhes tira a beleza .

São feridas de guerra, testemunhas de que fizeram algo em suas vidas, não tiveram anos 'em formol' nem em spa... viveram! 

O corpo da mulher é a prova de que Deus existe. É o sagrado recinto 
da gestação de todos os homens, onde foram alimentados, ninados e nós, sem querer, 

as enchemos de estrias, de cesárias e demais coisas que tiveram que acontecer para estarmos vivos. 
Cuidem-no! Cuidem-se! Amem-se! 

A beleza é tudo isto.
(Paulo Coelho) 


Atitude é Tudo!!!


Uma mulher acordou uma manhã após a quimioterapia , olhou no espelho e percebeu que tinha somente três fios de cabelo na cabeça.

- Bom (ela disse), acho que vou trançar meus cabelos hoje.
 Assim ela fez e teve um dia maravilhoso.

 No dia seguinte ela acordou, olhou no espelho e viu que tinha somente dois fios de cabelo na cabeça.

 - Hummm (ela disse), acho que vou repartir meu cabelo no meio hoje.

 Assim ela fez e teve um dia magnífico.

 No dia seguinte ela acordou, olhou no espelho e percebeu que tinha apenas um fio de cabelo na cabeça.

 - Bem (ela disse), hoje vou amarrar meu cabelo como um rabo de cavalo.

 Assim ela fez e teve um dia divertido.

 No dia seguinte ela acordou, olhou no espelho e percebeu que não havia um único fio de cabelo na cabeça.

 - Yeeesss... (ela exclamou), hoje não tenho que pentear meu cabelo.

 ATITUDE É TUDO!

 Seja mais humano e agradável com as pessoas.

 Cada uma das pessoas com quem você convive está travando algum tipo de
 batalha.

 Viva com simplicidade.
 Ame generosamente.
 Fale com gentileza.
 E, principalmente, não reclame.

 Se preocupe em agradecer pelo que você é, e por tudo o que tem!

 E deixe o restante com Deus


30 de set de 2011

À Procura de Uma Dignidade


À Procura de Uma Dignidade

A Srª Jorge B. Xavier simplesmente não saberia dizer como entrara. Por algum portão principal não fora. Pareceu-lhe vagamente sonhadora, ter entrado por uma espécie de estreita abertura em meio a escombros de construção, como se tivesse entrado de esguelha por um buraco feito só para ela. O fato é que quando viu já estava dentro.

E quando viu percebeu que estava muito, muito dentro. Andava interminavelmente pelos subterrâneos do Estádio de Futebol do Maracanã, ou, pelo menos, pareceram-lhe cavernas estreitas que davam para salas fechadas, e quando se abriam as salas só havia janelas que davam para o estádio. Este, àquela hora torradamente deserto, reverberava ao extremo sol dum calor inusitado que estava acontecendo naquele dia de pleno inverno.

Então a senhora seguiu por um corredor sombrio. Este a levou igualmente a outro mais sombrio. Pareceu-lhe que o teto dos subterrâneos era baixo.

E aí este corredor a levou a outro que a levou por sua vez a outros.

Dobrou o corredor deserto. E aí em outra esquina.

Então continuou automaticamente a entrar pelos corredores que sempre davam para outros corredores. Onde seria a sala da aula inaugural? Pois junto desta encontraria as pessoas com quem marcara o encontro. A conferência era capaz de já ter começado. Ia perdê-la, ela que se forçava a não perder nada de cultural porque assim se mantinha jovem por dentro, já que até por fora ninguém adivinhava que tinha quase setenta anos, todos lhe davam uns cinqüenta e sete.

Mas agora, perdida nos meandros internos e escuros do Maracanã, a senhora já arrastava pés pesados de velha.

Foi então que subitamente encontrou num corredor um homem surgido do nada, e perguntou-lhe pela conferência que o homem que também surgira repentinamente ao dobrar o corredor.

Então este segundo homem informou que havia visto perto da arquibancada da direita, em pleno estádio aberto, “duas damas e um cavalheiro, uma de vermelho”. A Srª Xavier tinha dúvida de que essas pessoas fossem o grupo com quem devia se encontrar antes da conferência, e na verdade já perdera de vista o motivo pelo qual caminhava sem nunca mais parar. De qualquer modo seguiu o homem para o estádio, onde parou ofuscada pelo espaço oco de luz escancarada e de mudez aberta, o estádio nu desventrado, sem bola nem futebol. Sobretudo sem multidão. Havia uma multidão que existia pelo vazio de sua ausência absoluta.

As duas damas e o cavalheiro já haviam sumido por algum corredor?

Então o homem disse com desafio exagerado: “Pois vou procurar para a senhora e vou encontrar de qualquer jeito essa gente, eles não podem ter sumido no ar”.

E de fato de muito longe ambos os viram. Mas um segundo depois tornaram a desaparecer. Parecia um jogo infantil onde gargalhadas amordaçadas riam da Srª Jorge B. Xavier.

Então entrou com o homem por outros corredores. Aí este homem também sumiu numa esquina.

A senhora já desistira da conferência, que no fundo pouco lhe importava. Contanto que saísse daquele emaranhado de caminhos sem fim. Não haveria porta de saída? Então sentiu como se estivesse dentro dum elevador enguiçado entre um andar e outro. Não haveria porta de saída?

E eis que subitamente lembrou-se das palavras de informação da amiga pelo telefone: “Fica mais ou menos perto do Estádio do Maracanã”. Diante dessa lembrança estendeu o seu engano de pessoa avoada e distraída que só ouvia as coisas pela metade, a outra ficando submersa. A Srª Xavier era muito desatenta. Então, pois, não era no Maracanã o encontro, era apenas perto dali. No entanto o seu pequeno destino quisera-a perdida no labirinto.

Sim, então a luta recomeçou pior ainda: queria por força sair de lá e não sabia como nem por onde. E de novo apareceu no corredor aquele homem que procurava as pessoas e que de novo lhe garantiu que as acharia porque não podiam ter sumido no ar. Ele disse assim mesmo:

– As pessoas não podem ter sumido no ar!

A senhora informou:

– Não precisa mais se incomodar de procurar, sim? muito obrigado, sim? porque o lugar onde preciso encontrar as pessoas não é no Maracanã.

O homem parou imediatamente de andar para olhá-la perplexo:

– Então que é que a senhora está fazendo aqui?

Ela quis explicar que sua vida era assim mesmo, mas nem sequer sabia o que queria dizer com o “assim mesmo” nem com “sua vida”, por isso nada respondeu. O homem insistiu na pergunta, entre desconfiado e cauteloso: “Que é que ela estava fazendo ali?” Nada, respondeu apenas em pensamento a senhora, já então pressentes a cair de cansaço. Mas não lhe respondeu, deixou-o pensar que era louca. Além do mais ela nunca se explicava. Sabia que o homem a julgava louca – e quem dissera que não? Se bem que soubesse ter a chamada saúde mental tão boa que só podia se comparar com sua saúde física. Saúde física já agora rebentada, pois rastejava os pés de muitos anos de caminho pelo labirinto. Sua via-crucis. Estava vestida de lã muito grossa e sufocava suada ao inesperado calor dum auge de verão, esse dia de verão que era um aleijão do inverno. As pernas lhe doíam, doíam ao peso da velha cruz. Já se resignara dalgum modo a nunca mais sair do Maracanã e a morrer ali de coração exangue.

Então, e como sempre, era só depois de desistir das coisas desejadas que elas aconteciam. O que lhe ocorreu de repente foi uma idéia: “Mas que velha maluca eu sou”. Em vez de continuar a perguntar pelas pessoas que não estavam lá, porque não procurava o homem e indagava como se saía dos corredores? Pois o que queria era apenas sair e não encontrar-se com ninguém.

Achou finalmente o homem, ao dobrar duma esquina. E falou-lhe com voz um pouco trêmula e rouca, por cansaço e medo de ter vã esperança. O homem desconfiado concordou mais do que depressa que era melhor mesmo que ela fosse embora para casa e disse-lhe com cuidado: “A senhora parece que não está muito bem da cabeça, talvez seja este calor esquisito”.

Dito isto, entrou com ela no primeiro corredor e na esquina avistavam-se os dois largos portões abertos. Apenas assim? Tão fácil assim? Apenas assim.

Então a senhora pensou sem nada concluir que só para ela é que se havia tornado impossível achar a saída. A Srª Xavier estava apenas um pouco espantada e ao mesmo tempo habituada. Na certa, cada um tinha o próprio caminho a percorrer interminavelmente, fazendo isto parte do destino, no qual ela não sabia se acreditava ou não.

E havia o táxi passando. Mandou-o parar e disse-lhe, controlando a voz que estava cada vez mais velha e cansada:

– Moço, não sei bem o endereço, esqueci. Mas o que sei é que a casa fica numa rua-não-me-lembro-mais-o-quê mas que fala em “Gusmão” e faz esquina com uma rua se não me engano chamada Coronel-não-sei-quê.

O chofer foi paciente como com uma criança: “Pois então não se afobe, vamos procurar calmamente uma rua que tenha Gusmão no meio e Coronel no fim”, disse virando-se para trás num sorriso, e aí piscou-lhe um olho de conivência que parecia indecente. Partiram aos solavancos que lhe sacudiam as entranhas.

Então de repente reconheceu as pessoas que procurava e que se achavam na calçada defronte duma casa grande. Era porém como se a finalidade fosse chegar e não a de ouvir a palestra que a essa hora estava totalmente esquecida, pois a Srª Xavier se perdera do seu objetivo. E não sabia em nome de que caminhara tanto. Então viu que se cansara para além das próprias forças e quis ir embora, a conferência era um pesadelo. Pediu a uma senhora importante e vagamente conhecida e que tinha carro com chofer para levá-la para casa, porque não estava se sentindo bem com o calor estranho. O chofer só viria daí a uma hora. Então a Srª Xavier sentou-se numa cadeira que tinham posto para ela no corredor, sentou-se empertigada na sua cinta apertada, fora da cultura que se processava defronte na sala fechada. Donde não se ouvia som algum. Pouco lhe importava a cultura. E ali estava nos labirintos de sessenta segundos e de sessenta minutos que a encaminhariam a uma hora.

Então a senhora importante veio e disse assim: que a condução estava à porta mas que lhe afirmava que, como o motorista avisara que ia demorar muito, em vista de a senhora não estar passando bem, mandara parar o primeiro táxi que vira. Porque a Srª Xavier não tivera ela própria a idéia de chamar um táxi, se submetera aos meandros do tempo de espera. Então agradeceu ao motorista com extrema delicadeza. A senhora era sempre muito delicada e educada. Entrou no táxi e disse:

– Leblon, por obséquio.

Tinha o cérebro oco, parecia-lhe que sua cabeça estava em jejum.

Daí a pouco notou que rodavam e rodavam mas que de novo ter minavam por voltar a uma mesma praça. Porque não saíam de lá? Não havia de novo caminho de saída? O motorista acabou confessando que não conhecia a Zona Sul, que só trabalhava na Zona Norte. Ela não sabia como ensinar-lhe o caminho. Cada vez mais a cruz dos anos pesava-lhe e a nova falta de saída apenas renovava a magia negra dos corredores do Maracanã. Não havia meio de se livrarem da praça? Então o motorista disse-lhe que tomasse outro táxi, e chegou mesmo a fazer sinal para que passara ao lado. Ela agradeceu comedidamente, fazia cerimônia com as pessoas, mesmo com as conhecidas. Além do que era muito gentil. No novo táxi disse a medo:
– Se o senhor não se incomodar, vamos para o Leblon.

E simplesmente saíram logo da praça e entraram por novas ruas.

Foi ao abrir com a chave a porta do apartamento que teve vontade apenas mental e fantasiada de soluçar bem alto. Mas ela não era de soluçar nem de reclamar. De passagem avisou à empregada que não atenderia telefonemas. Foi direto ao quarto, tirou toda a roupa, engoliu sem água uma pílula e esperou que esta desse resultado.
Enquanto isso, fumava. Lembrou-se de que era mês de agosto, dava azar. Mas setembro viria um dia como porta de saída. E setembro era por algum motivo o mês de maio: um mês mais leve e mais transparente. Foi vagamente pensando nisso que a sonolência finalmente veio e ela adormeceu. Quando acordou, horas depois, viu que chovia uma chuva fina e gelada, fazia um frio de lâmina de faca. Nua na cama, ela enregelava. Então achou muito curioso ser uma velha nua. Lembrou-se de que planejara comprar uma écharpe de lã. Olhou o relógio: ainda encontraria o comércio aberto. Tomou um táxi e disse:

– Ipanema, por obséquio.

O homem disse:

– Como é que é? É para o Jardim Botânico?

– Ipanema, por favor – repetiu a senhora, bastante surpreendida. Era o absurdo do desencontro total: pois que havia em comum entre as palavras Ipanema e Jardim Botânico? Mas de novo pensou vagamente que “era assim mesmo a sua vida”.

Fez rapidamente a compra e viu-se na rua já escurecida sem ter que fazer. Pois o Sr. Jorge B. Xavier viajara para São Paulo no dia anterior e só voltaria no dia seguinte.

Então, de novo em casa, entre tomar nova pílula para dormir ou fazer alguma outra coisa, optou pela segunda hipótese, pois lembrou-se de que agora poderia voltar a procurar a letra de câmbio perdida. O pouco que entendia era que aquele papel representava dinheiro. Há dois dias procurara minuciosamente pela casa toda, e até pela cozinha, mas em vão. Agora lhe ocorria: e por que não debaixo da cama? Talvez. Ajoelhou-se no chão. Mas logo cansou-se de só estar apoiada nos joelhos e apoiou-se também nas duas mãos.

Então percebeu que estava de quatro.

Assim ficou um tempo, talvez meditativa, talvez não. Quem sabe, a Srª estivesse cansada de ser um ente humano. Estava sendo uma cadela de quatro. Sem nobreza nenhuma. Perdida a altivez última. De quatro, um pouco pensativa talvez. Mas debaixo da cama só havia poeira.

Levantou-se com bastante esforço das juntas desarticuladas e viu que nada mais havia a fazer senão considerar com realismo – e era com um esforço penoso que via a realidade – considerar com realismo que a letra estava perdida e que continuar a procurá-la seria nunca sair do Maracanã.

E, como sempre, já que desistira de procurar, ao abrir a gavetinha de lenços para tirar um – lá estava a letra de câmbio.

Então a senhora, cansada pelo esforço de ter ficado de quatro, sentou-se na cama e começou muito à toa a chorar de manso. Parecia mais uma lengalenga árabe. Há trinta anos não chorava, mas agora estava tão cansada. Se é que aquilo era choro. Não era. Era alguma coisa. Finalmente, assoou o nariz. Então pensou o seguinte: que ela forçaria o “destino” e teria um destino maior. Com força de vontade se consegue tudo, pensou sem a menor convicção. E isso de estar presa a um destino ocorrera-lhe porque já começara sem querer a pensar em “aquilo”.

Aconteceu então que a senhora também pensou o seguinte: era tarde demais para ter um destino. Pensou que bem faria qualquer tipo de permuta com outro ser. Mas lhe ocorreu que não havia com quem se permutar: quem quer que fosse, ela era ela e não podia se transformar em outra única. Cada um era único. A Srª Jorge B. Xavier também era.

Mas tudo o que lhe acontecera ainda era preferível a sentir “aquilo”. E eis que de repente “aquilo” veio com seus longos corredores sem saída. E sem o menor pudor, “aquilo” era a fome dolorosa de suas entranhas, fome de ser possuída pelo inalcançável ídolo de televisão. Não perdia um só programa dele. Então, já que não pudera se impedir de pensar nele, o jeito era deixar-se pensar e relembrar o rosto de menina-moça do cantor Roberto Carlos, meu amor.

Foi lavar as mãos sujas de poeira e viu-se no espelho da pia. Então a Srª Xavier pensou assim: “Se eu quiser muito, mas muito mesmo, ele será meu por ao menos uma noite”. Acreditava vagamente na força de vontade. De novo se emaranhou no desejo, que era retorcido e estrangulado.

Mas, quem sabe?, se desistisse de Roberto Carlos, então é que as coisas entre ele e ela aconteceriam. A Srª Xavier meditou um pouco sobre o assunto. Então espertamente fingiu que desistia de Roberto Carlos. Mas bem sabia que a desistência mágica só dava resultados positivos quando era real, e não apenas um truque como modo de conseguir. A realidade exigira muito da senhora. Examinou-se ao espelho para ver se o rosto se tornara bestial sob a influência de seus sentimentos. Mas era um rosto quieto que já deixara há muito de representar o que sentia. Aliás, seu rosto nunca exprimira senão boa educação. E agora era apenas a máscara duma mulher de setenta anos. Sua cara levemente maquilhada pareceu-lhe e dum palhaço. A senhora forçou sem vontade um sorriso para ver se melhorava. Não melhorou.

Por fora – viu no espelho – ela era uma coisa seca como um figo seco. Mas por dentro não era estorricada. Pelo contrário. Parecia por dentro uma gengiva úmida, mole assim como gengiva desdentada.

Então procurou um pensamento que a espiritualizasse ou que a estorricasse de vez. Mas nunca fora espiritual. E por causa de Roberto Carlos a senhora estava envolta nas trevas da matéria, onde ela era profundamente anônima.

De pé no banheiro era tão anônima quanto uma galinha.

Numa fração de fugitivo segundo quase inconsciente, vislumbrou quase todas as pessoas anônimas. Porque ninguém é o outro e outro não conhecia o outro. Então – então a pessoa é anônima. E agora estava emaranhada naquele poço fundo e mortal, na revolução do corpo. Corpo cujo fundo não se via e que ra a escuridão das trevas malignas de seus instintos vivos como lagartos e ratos. E tudo fora de época, fruto fora de estação? Por que nunca lhe tinham avisado as outras velhas que até o fim isso podia acontecer? Nos homens velhos bem vira olhares lúbricos. Mas nas velhas não. Fora de estação. E ela viva como se ainda fosse alguém, ela que não era ninguém.

A Srª Jorge B. Xavier era ninguém.

Então quis ter sentimentos bonitos e românticos em relação à delicadeza de rosto de Roberto Carlos. Mas não conseguiu: a delicadeza dele apenas a levava a um corredor escuro de sensualidade. E a danação era a lascívia. Era fome baixa: ela queria comer a boca de Roberto Carlos. Não era romântica, ela era grosseira em matéria de amor. Ali no banheiro, defronte do espelho da pia.

Com sua idade indelevelmente maculada. Sem ao menos um pensamento sublime que lhe servisse de leme e que enobrecesse a sua existência.

Começou a desmanchar o coque dos cabelos e a penteá-los devagar. Estavam precisando de nova pintura, as raízes brancas já apareciam. A senhora pensou o seguinte: na minha vida nunca houve um clímax como nas histórias que se lêem. O clímax era Roberto Carlos. Meditativa, concluiu que iria morrer secretamente assim como secretamente vivera. Mas também sabia que toda morte é secreta.

No fundo de sua futura morte imaginou ver no espelho a figura cobiçada de Roberto Carlos, com aqueles macios cabelos encaracolados que ele tinha. Ali estava, presa ao desejo fora de estação assim como o dia de verão em pleno inverno. Presa no emaranhado dos corredores do Maracanã. Presa ao segredo mortal das velhas. Só que ela não estava habituada a ter quase setenta anos, faltava-lhe prática e não tinha a menor experiência.

Então disse algo e bem sozinha:

– Robertinho Carlinhos.

E acrescentou ainda: meu amor. Ouviu sua voz com estranheza, como se estivesse pela primeira vez fazendo, sem nenhum pudor ou sentimento de culpa, a confissão que no entanto deveria ser vergonhosa. A senhora devaneou que era capaz de Robertinho não querer aceitar o seu amor porque tinha ela própria a consciência de que este amor era muito piegas, melosamente voluptuoso e guloso. E Roberto Carlos parecia tão casto, tão assexuado.

Seus lábios levemente pintados ainda seriam beijáveis? Ou por acaso era nojento beijar boca de velha? Examinou bem de perto e inexpressivamente os próprios lábios. E ainda inexpressivamente cantou o estribilho da canção mais famosa de Roberto Carlos: “Quero eu você me aqueça neste inverno e que tudo o mais vá para o inferno”.

Foi então que a Srª Jorge B. Xavier bruscamente dobrou-se sobre a pia como se fosse vomitar as vísceras e interrompeu sua vida com uma mudez estraçalhante: tem! que! haver! uma! porta! de saííííííída!

Clarice Lispector
Extraído do site ebaH