29 de jul de 2011

SACUDINDO A TERRA


Um dia, o cavalo de um camponês caiu num poço.  Não chegou a se ferir, mas não podia sair dali por conta própria.
Por isso o animal chorou fortemente durante horas, enquanto o camponês pensava no que fazer.
Finalmente, o camponês tomou uma decisão cruel: concluiu que o cavalo já estava muito velho e não servia mais para nada, e também o poço já estava mesmo seco, precisaria  ser tapado de alguma forma. 
Portanto, não valia a pena se esforçar para tirar o cavalo de dentro do poço. Ao contrário, chamou seus vizinhos para ajudá-lo a enterrar vivo o cavalo.
Cada um deles pegou uma pá e começou a jogar terra dentro do poço.
O cavalo não tardou a se dar conta do que estavam fazendo com ele, e chorou desesperadamente. 
Porém, para surpresa de todos, o cavalo quietou-se depois de umas quantas pás de terra que levou.
O camponês finalmente olhou para o fundo do poço e se surpreendeu com o que viu.  A cada pá de terra que caía sobre suas costas o cavalo a sacudia, dando um passo sobre esta mesma terra que caía ao chão.
Assim, em pouco tempo, todos viram como o cavalo conseguiu chegar até a boca do poço, passar por cima da borda e sair dali trotando.
A vida vai lhe jogar muita terra, todo o tipo de terra. Principalmente se você já estiver dentro de um poço.
O segredo para sair do poço é sacudir a terra que se leva nas costas e dar um passo sobre ela.
Cada um de nossos problemas é um degrau que nos conduz para cima. Podemos sair dos mais profundos buracos se não nos dermos por vencidos. Use  a terra que te jogam para seguir adiante!


28 de jul de 2011

Pedras preciosas


Orgulhar-se de coisas pequenas que você tem, 
faz com que elas pareçam grandiosas 
aos olhos de terceiros.



Mundo Virtual


A internet tem esse grande paradoxo: 
aproxima quem está longe, 
e afasta quem está perto.


O Universo conhecido por nós é apenas uma versão beta. 
E se o mundo for uma versão beta, nós somos os bugs.

(Sabedoria popular)


27 de jul de 2011

Seja você mesmo (Be yourself)


"Ninguém é tão feio como na identidade, tão bonito como no Orkut, tão feliz quanto no Facebook, tão simpático como no Twitter, tão ausente como no skype, tão ocupado como no MSN e nem tão bom quanto no Curriculum Vitae"

(Não sei de quem é a autoria, mas é legal)


Saudade ou Fome?


Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida.

Clarice Lispector


Percepção


Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,
Depende de quando e como você me vê passar.

Clarice Lispector


Solidão


Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite.

Clarice Lispector


Defeitos


Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. 
Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.

Clarice Lispector


Mergulhar no desconhecido


Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.

Clarice Lispector


EMOÇÃO E POESIA


Quem quer que seja de algum modo um poeta sabe muito bem quão mais fácil é escrever um bom poema (se os bons poemas se acham ao alcance do homem) a respeito de uma mulher que lhe interessa muito do que a respeito de uma mulher pela qual está profundamente apaixonado. A melhor espécie de poema de amor é, em geral, escrita a respeito de uma mulher abstrata.


Uma grande emoção é por demais egoísta; absorve em si própria todo o sangue do espírito, e a congestão deixa as mãos demasiado frias para escrever. Três espécies de emoções produzem grande poesia - emoções fortes e profundas ao serem lembradas muito tempo depois; e emoções falsas, isto é, emoções sentidas no intelecto. Não a insinceridade, mas sim, uma sinceridade traduzida, é a base de toda a arte.


O grande general que pretende ganhar uma batalha para o império de seu país e para a história de seu povo não deseja - não pode desejar ter muitos de seus soldados assassinados (mortos). Contudo, uma vez que tenha penetrado na contemplação de sua estratégia, escolherá (sem um pensamento para seus homens) o golpe melhor, embora o faça perder cem mil homens, em vez da estratégia pior, ou mesmo a mais lenta, que lhe pode deixar nove décimos daqueles homens com quem e por quem luta, e a quem, em geral, ama. Torna-se um artista por amor a seus compatriotas, e expõe-nos à carnificina por causa de sua estratégia.


(Fernando Pessoa)

Sentimento


Tenho tanto sentimento
Que é freqüente persuadir-me
De que sou sentimental, 
Mas reconheço, ao medir-me, 
Que tudo isso é pensamento, 
Que não senti afinal.


Temos, todos que vivemos, 
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada, 
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.


Qual porém é a verdadeira
E qual errada, ninguém
Nos saberá explicar;
E vivemos de maneira
Que a vida que a gente tem
É a que tem que pensar

(Fernando Pessoa)

26 de jul de 2011

Uma válvula de escape





Segundo Torrance, "criatividade é o processo de tornar-se sensível a problemas, deficiências, lacunas no conhecimento, desarmonia; identificar a dificuldade, buscar soluções, formulando hipóteses a respeito das deficiências; 










testar e retestar estas hipóteses; e, finalmente, comunicar os resultados".











Geralmente o processo criativo tem melhor ênfase e resultado em ambientes descontraídos, sem padrões ou rotinas que atrapalhem o processo. 









A idéia do abstrato muitas vezes trás formas concretas para o processo de criação, gerando resultados.




A criatividade costuma ser usada como uma válvula de escape para o novo. É uma maneira de libertar-se da finitude e sempre encontrar novas maneiras de trazer soluções, de revolucionar algo que está bom em algo que pode ser melhorado.



Criatividade como arma









Ao longo da história da humanidade, a criatividade foi uma arma essencial para que o homem se mantivesse vivo. Mais fraco que a maior parte de seus predadores, o ser humano sempre dependeu da sua inteligência para criar armas que garantissem o continuamento da espécie. 










Com o passar do tempo, essas invenções deixaram de ser apenas mecânicas e passaram a mudar as formas que o homem se relaciona com seus semelhantes e com a própria natureza ao seu redor.










Trecho do Livro: Tive uma ideia! – O que é criatividade e como desenvolvê-la - Autora: Monica Martinez

Criando com emoção


Sempre que faço ou crio algo, faço com algum tipo de emoção. Não consigo e não gosto de "fazer por fazer" ou "fazer por obrigação". Fujo desse tipo de rotina sempre que posso. Aliás, pra mim, rotina é uma palavra chata pra designar algo mais chato ainda. Sei que não dá pra escapar de todas elas, mas se conseguirmos diminuí-las, com certeza a vida ficará mais leve.

Quando estou inspirada eu crio, recrio, tenho explosões de idéias. Quando me falta inspiração, eu estudo, leio, aprendo, busco informações que melhorem o meu conhecimento. Não adianta forçar a criatividade, se você não está bem.
De modo que pra mim "A criatividade é um estado de espírito" sempre. (Ellen Allmye)
Acredita-se que o potencial criativo humano tenha início na infância. Quando as crianças têm suas iniciativas criativas elogiadas e incentivadas pelos pais, tendem a serem adultos ousados, propensos a agir de forma inovadora. O inverso também parece ser verdadeiro. No meu caso o inverso realmente aconteceu, nunca fui motivada a nada que não rendesse alguns trocados ou que não me levasse a ter um futuro profissional rentável, ou seja, toda vez que tentada criar algo ouvia um longo sermão: - Você fica aí perdendo um tempo precioso, com besteiras, bobagens que não te levarão a nada e não pagarão as nossas contas. Ou um: - Até que você desenha bem, pena que isso não dê dinheiro e a vida é cheia de responsabilidades pra você ficar aí brincando. Enfim, acredito que eu seja mesmo do contra e que apesar de não ter tido nenhum estímulo, minha vontade de criação interior só crescia.  
Procurei algumas formas de me expressar, a maioria sem sucesso, porque eu não conhecia as ferramentas necessárias, não conseguia fazê-lo sem parecer agressiva ou radical demais.  Na verdade, eu não era uma revoltada, só pensava diferente e discordava de muitas coisas.  Não gostava de me sentir oprimida por opiniões formadas e muito menos seguir a massa da sociedade. Gostava de formar opiniões e defender a tese.
Tive que conquistar a liberdade de ser criativa e isso partiu primeiro de minha própria mente. Só depois que libertei meus pensamentos mais contidos, consegui criar com emoção.
Outro dia estava lendo um site interessante e encontrei a seguinte definição para criatividade:
“... Uma pessoa cria quando concebe em sua mente algo que nunca viu, ouviu ou sentiu antes. Essa definição ignora o fato de a criação ser útil ou não para algum propósito ou para resolver algum problema. Mas é importante distinguir esses dois tipos de criatividade; ao primeiro chamamos criatividade pura, e ao segundo, criatividade aplicada.
A criatividade pura é um ato mental, que consiste em última análise da capacidade de combinar sons e imagens de forma subjetivamente nova, independentemente de qualquer conexão lógica com o mundo exterior. Essa definição de criatividade desloca os aspectos novidade e originalidade, beleza, utilidade, veracidade, viabilidade e implementação para um segundo momento; criar é um ato pessoal e subjetivo, a criatividade pura vem antes da aplicada. Criações não têm necessariamente que servir para alguma coisa, como solucionar um problema, dar retorno financeiro, serem maravilhosas e belas, nada disso.
“Assim, se você imagina sua cabeça fora do corpo, e o faz de uma forma que nunca fez antes (não é uma lembrança), você está criando.”

(a última parte é de um texto retirado do site: http://www.possibilidades.com.br/criatividade/voce_eh_criativo.asp  escrito por Virgílio Vasconcelos Vilela)