26 de jul de 2011

Criando com emoção


Sempre que faço ou crio algo, faço com algum tipo de emoção. Não consigo e não gosto de "fazer por fazer" ou "fazer por obrigação". Fujo desse tipo de rotina sempre que posso. Aliás, pra mim, rotina é uma palavra chata pra designar algo mais chato ainda. Sei que não dá pra escapar de todas elas, mas se conseguirmos diminuí-las, com certeza a vida ficará mais leve.

Quando estou inspirada eu crio, recrio, tenho explosões de idéias. Quando me falta inspiração, eu estudo, leio, aprendo, busco informações que melhorem o meu conhecimento. Não adianta forçar a criatividade, se você não está bem.
De modo que pra mim "A criatividade é um estado de espírito" sempre. (Ellen Allmye)
Acredita-se que o potencial criativo humano tenha início na infância. Quando as crianças têm suas iniciativas criativas elogiadas e incentivadas pelos pais, tendem a serem adultos ousados, propensos a agir de forma inovadora. O inverso também parece ser verdadeiro. No meu caso o inverso realmente aconteceu, nunca fui motivada a nada que não rendesse alguns trocados ou que não me levasse a ter um futuro profissional rentável, ou seja, toda vez que tentada criar algo ouvia um longo sermão: - Você fica aí perdendo um tempo precioso, com besteiras, bobagens que não te levarão a nada e não pagarão as nossas contas. Ou um: - Até que você desenha bem, pena que isso não dê dinheiro e a vida é cheia de responsabilidades pra você ficar aí brincando. Enfim, acredito que eu seja mesmo do contra e que apesar de não ter tido nenhum estímulo, minha vontade de criação interior só crescia.  
Procurei algumas formas de me expressar, a maioria sem sucesso, porque eu não conhecia as ferramentas necessárias, não conseguia fazê-lo sem parecer agressiva ou radical demais.  Na verdade, eu não era uma revoltada, só pensava diferente e discordava de muitas coisas.  Não gostava de me sentir oprimida por opiniões formadas e muito menos seguir a massa da sociedade. Gostava de formar opiniões e defender a tese.
Tive que conquistar a liberdade de ser criativa e isso partiu primeiro de minha própria mente. Só depois que libertei meus pensamentos mais contidos, consegui criar com emoção.
Outro dia estava lendo um site interessante e encontrei a seguinte definição para criatividade:
“... Uma pessoa cria quando concebe em sua mente algo que nunca viu, ouviu ou sentiu antes. Essa definição ignora o fato de a criação ser útil ou não para algum propósito ou para resolver algum problema. Mas é importante distinguir esses dois tipos de criatividade; ao primeiro chamamos criatividade pura, e ao segundo, criatividade aplicada.
A criatividade pura é um ato mental, que consiste em última análise da capacidade de combinar sons e imagens de forma subjetivamente nova, independentemente de qualquer conexão lógica com o mundo exterior. Essa definição de criatividade desloca os aspectos novidade e originalidade, beleza, utilidade, veracidade, viabilidade e implementação para um segundo momento; criar é um ato pessoal e subjetivo, a criatividade pura vem antes da aplicada. Criações não têm necessariamente que servir para alguma coisa, como solucionar um problema, dar retorno financeiro, serem maravilhosas e belas, nada disso.
“Assim, se você imagina sua cabeça fora do corpo, e o faz de uma forma que nunca fez antes (não é uma lembrança), você está criando.”

(a última parte é de um texto retirado do site: http://www.possibilidades.com.br/criatividade/voce_eh_criativo.asp  escrito por Virgílio Vasconcelos Vilela)

2 comentários:

  1. Excelente explanação sobre criatividade.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Muito obrigada amigo, fico imensamente feliz com sua visita.
      Sempre Bem Vindo!!!

      Excluir