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6 de jan. de 2013

O meu Segundo Sol (Nibiru 2013)


Muitas vezes tenho a intuição aguçada e de um certo tempo pra cá, resolvi ouvir um pouco mais essa voz interior sem é claro, me deixar beirar a loucura.
O fato é que, em muitos casos, quando dou razão a essa tal intuição, me dou muito bem. 
Não sei explicar, mas sei que quando não a ouço ou faço o contrário, sai tudo errado.
Passado os rumores do "Fim do mundo" no dia 21/12/2012 (o qual eu mesma fiz muitas piadinhas a respeito, postando tirinhas no Facebook  etc), depois do alinhamento da Terra, Sol e centro da Via-Láctea (nesse mesmo dia) e passados mais alguns dias, notei que minha intuição (que nunca se foi, mas que minha razão já não a ouvia mais) voltou mais forte ainda. Senti uma enorme vontade de pintar uma tela, mas sem saber o que pintar... Preparei tudo, tela, tinta acrílica, pincéis... Sentei-me diante dela, com um enorme ponto de interrogação na cara. E agora? Será que não vou estragar a tela com algo que nem sei?! Ao mesmo tempo em que indagava o real motivo desse ato sem o menor sentido, comecei a preparar o fundo da tela, misturando as cores: Branco de titânio, azul e preto. Pronto! Nem era mais eu... Com o fundo preparado, fui dar umas voltas na sala enquanto intuitivamente esperava a tinta secar. Voltei depois de assistir alguma programação da TV (que nem me lembro mais qual era) e retomei a pintura, fiz alguns círculos de diferentes tamanhos e fui preenchendo com cores, verde, cinza, branco, azul, amarelo e vermelho. Não sou nenhuma Expert em técnicas de pintura, mas fiz as sombras e as luzes também. Em seguida, virei o pincel e com a cor branca, amarelo, cinza e azul, fui molhando o cabo do pincel na tinta e fui batendo de leve no fundo azul da pintura. Pontos de diversos tamanhos espalhados por toda a tela e aí foi que a "ficha caiu". Tinha acabado de pintar o universo, cheio de estrelas, alguns planetas, a Terra, a Lua e um planeta vermelho quase ao centro da tela, próximo ao nosso planeta Terra. A obra em si, até que ficou legal, mas eu ainda não entendia o propósito de fazer um trabalho meio que abstrato, porque até então eu nunca vi ou ouvi falar de nenhum planeta vermelho. Quando "terminei" (hoje acho que faltam muitos retoques) de pintar, resolvi esperar secar enquanto eu corria pra internet pra fazer umas pesquisas. E foi quando me espantei com o que lia, cada vez mais, em várias fontes diferentes, sobre o mesmo tema: o Planeta Vermelho. Alguns afirmam que ele existe sim, denominam de Nibiru, Planeta X, Hercolubus ou Nemesis, O Segundo Sol, etc... Enfim, não posso dizer que não fiquei impressionada com o que li e vi (instalei até o Google Sky rsrs), que não conseguia parar de ler e pesquisar. Pode ser delírio, como também pode ser verdade...  Acredito muito na ciência, em seus mais avançados estudos e provas materiais, mas antes de tudo, acredito em Deus! Assim como acredito no ar que respiro o qual não posso ver. Deus é tão presente no meu coração, que mesmo em tempos difíceis e querendo Nele desacreditar, ainda assim sua chama ardia dentro de mim e nunca fui capaz de apagar. Ele está presente nos meus atos, meus pensamentos e orações. E é por Nele acreditar, que estou mais tranquila e confiante no futuro que Ele nos reserva.
Quis compartilhar com vocês até mesmo para trocar experiências, porque não?! 
Quanto a minha intuição? Ela está cada dia mais forte. Fiz um outro trabalho, mas dessa vez editando imagem (a primeira imagem desse post - logo acima). Tenho fixado meu trabalho de edição e criação em algumas galerias virtuais. Quem quiser conferir é só digitar no Google "Ellen Allmye" e ir para imagens que acharão algumas dessas galerias.
Quanto ao quadro (tela) que pintei, resolvi terminar de retocar antes de postá-lo aqui, preciso comprar alguns materiais pra isso, mas logo postarei.

Logo abaixo, colocarei alguns sites e blogs onde achei as tais "teorias da conspiração" pra quem quiser assim chamar. Mas basta vocês mesmos fazerem suas pesquisas e firmarem uma opinião.
Tem uma boa mistura aí, entre teorias e entrevistas reais, o tema também é misturado, a vinda do Segundo Sol, com profecias apocalípticas, teoria da conspiração e vida Extraterrestre.
Boa pesquisa e reflexão a todos!


http://teoriaalien.blogspot.com.br/2011/09/nibiru-o-12-planeta.html
http://morgenstern2000.blogspot.com.br/
http://morgenstern2000.blogspot.com.br/2012/11/hercolubus-esta-escancarado-assim-no.html
http://ireport.cnn.com/docs/DOC-872812
http://www.catolicismo.com.br/materia/materia.cfm?IDmat=F6A859B9-3048-560B-1C3E0F2E2A0360CE&mes=Maio2006

http://www.youtube.com/watch?v=9VcVGtg3BiE&playnext=1&list=PLFC3048C14B263B27&feature=results_main
http://www.youtube.com/watch?v=D3pBnUNHm2k
http://www.youtube.com/watch?v=KxMsyUn3bH4
http://www.youtube.com/watch?v=95X7F-wX9jg&playnext=1&list=PLFC3048C14B263B27&feature=results_video
http://www.youtube.com/watch?v=dA8yND-Ny_s

Ellen Allmye

27 de ago. de 2012

Felino


O GATO TRANQÜILO

Ei-lo, quieto, a cismar, como em grave sigilo,
vendo tudo através a cor verde dos olhos,
onça que não cresceu, hoje é um gato tranqüilo.
A sua vida é um "manso lago", sem escolhos...
Não ama a lua, nem telhado a velho estilo.
De uma rica almofada entre os suaves refolhos,
prefere ronronar, em gracioso cochilo,
vendo tudo através a cor verde dos olhos.

Poderia ser mau, fosforescente espanto,
pequenino terror dos pássaros; no entanto,
se fez um professor de silêncio e virtude.

Gato que sonha assim, se algum dia o entenderdes,
vereis quanto é feliz uma alma que se ilude,
e olha a vida através a cor de uns olhos verdes.

Cassiano Ricardo


25 de abr. de 2012

A música favorita


A música favorita

     Um dos exercícios mais prazerosos para o cérebro é (na minha humilde opinião) ouvir música.
     Não qualquer uma, não qualquer som, mas aquela que consegue fazer o cérebro se desligar do tumulto exterior e acalmar o seu mundo interior.
     Independente do ritmo, seja ele, alegre, dançante, com batidas agitadas desde um metal, um axé ou um forró do momento, até as mais suaves notas de um piano tocando uma música clássica ou os acordes de um violão tirando notas românticas.
     O fato é que, algumas delas, sempre vão nos tocar, emocionar ou arrepiar. Uma em especial, vai nos deixar mais sentimental e tornar-se “A música de nossa vida”. Aquela que, mais do que fazer você se lembrar do passado, será a trilha sonora dos seus flashbacks dos momentos mais marcantes, tristes ou alegres.
     Do exercício que falamos no início... Pois bem, nosso cérebro estará praticando-o constantemente durante a execução do seu som favorito, buscando lembranças que afetem diretamente o seu corpo, de modo que façam sua respiração ofegar, seu coração mudar o tom das batidas e sua pele brilhar, refletindo essa experiência.
     Gosto de quando uso a música para relaxar de um dia estressante e de como ela me ajuda a deixar menos árduo os afazeres do dia-a-dia. Adoro como ela me auxilia a dormir nas noites em que o sono demora a chegar. E ainda, amo como ela me deixa mais inspirada quando preciso ser mais criativa para criar uma imagem ou pintar uma tela.
     Não consigo imaginar um mundo sem música. Sinto-me grata por estar cercada dela nos dias atuais, estamos rodeados de sons inspiradores o tempo todo e muitas vezes nem percebemos. Porque mesmo que esquecida por um determinado período, quando menos se espera, ela volta e faz todo sentido de novo.
     Qual é a sua música favorita?


by Ellen Allmye

Adormecida


Adormecida

Uma noite, eu me lembro... Ela dormia
Numa rede encostada molemente...
Quase aberta o roupão... solto o cabelo
E o pé descalço do tapete rente.

‘Stava aberta a janela. Um cheiro agreste
Exalavam as silvas da campina...
E ao longe, um pedaço do horizonte,
Via-se a noite plácida e divina.

De um jasmineiro os galhos encurvados,
Indiscretos entravam pela sala,
E de leve oscilando ao tom das auras,
Iam na face trêmulos – beijá-la.

Era um quadro celeste!... A cada afago
Mesmo em sonhos a moça estremecia...
Quando ela serenava... a flor beijava-a...
Quando ela ia beijar-lhe... a flor fugia...

Dir-se-ia que naquele doce instante
Brincavam duas cândidas crianças...
A brisa, que agitava as folhas verdes,
Fazia-lhe ondear as negras tranças!

E o ramo ora chegava ora afastava-se...
Mas quando a via despeitada a meio,
P’ra não zangá-la... sacudia alegre
Uma chuva de pétalas no seio...

Eu, fitando esta cena, repetia
Naquela noite lânguida e sentida:
“Ó flor! – tu és a virgem das campinas!
“Virgem! – tu és a flor da minha vida!...”

desconheço a autoria


18 de abr. de 2012

Ferrugem



Ferrugem

Ferrugem cobre o que toco sem pena
que tudo mate, que tudo que penso
se torne frágil, que o mundo tão intenso
se torne brando, co’a sina serena.

No medo morno de um mundo que imenso
se forme em terras distantes, centenas
de mundos terceiros de vidas amenas
que vivem todas no brio de um incenso.

Ferrugem cinge o destino que toco,
mudando os traços, vertendo-me as chances
num mundo estéril de usinas e chagas.

E acabo sempre prendendo-me em foco
d’alguma chama o fulgor d’uma chance
na vela que breve sem mais, se apaga.

Marcel Angelo

fonte: http://poesiaretro.blogspot.com.br/2011/07/ferrugem.html

17 de abr. de 2012

Vaidade


Vaidade

Sonho que sou a Poetisa eleita, 
Aquela que diz tudo e tudo sabe, 
Que tem a inspiração pura e perfeita, 
Que reúne num verso a imensidade! 

Sonho que um verso meu tem claridade 
Para encher todo o mundo! E que deleita 
Mesmo aqueles que morrem de saudade! 
Mesmo os de alma profunda e insatisfeita! 

Sonho que sou Alguém cá neste mundo ... 
Aquela de saber vasto e profundo, 
Aos pés de quem a Terra anda curvada! 

E quando mais no céu eu vou sonhando, 
E quando mais no alto ando voando, 
Acordo do meu sonho ... E não sou nada! ... 

Florbela Espanca, in "Livro de Mágoas"



3 de abr. de 2012

Fada das cores


Poema infantil

Fada das Cores

Fada, fadinha,
Eu só queria colorir ainda mais
de todo colorido
as mesmas cores que já vi.

Lápis sem ponta
não desenha avião, nem nuvem...
Lápis sem ponta
não vale nada em minha mão.

Fada, fadinha,
queria saber
quais cores pintam a minha vida,
meus brinquedos, minha alegria...

Sem saber das cores,
exatamente as cores que me desenham,
sobra só o que sinto,
sobram só as cores que imagino...

Amarelo feliz ou vermelho nervoso,
rosa apaixonado ou verde tranquilo,
laranja agitado ou preto triste,
são as cores da minha imaginação...

Fada, fadinha,
empresta sua aquarela
porque nasci para colorir vidas,
pelo menos foi isso que ela achou quando me viu...

Caroline Soreli Salesi

fonte: http://www.scrapbookbrasil.com/comunidade/showthread.php?16784-Poema-infantil-Fada-das-Cores